Comportamento e Educação / 3 min
Entre as muitas preocupações dos pais e responsáveis está o aprendizado dos filhos. A escolha da escola é uma decisão importante, e deve ser feita levando em conta a proposta pedagógica e a afinidade da família com a metodologia empregada. Portanto, conhecer os métodos de ensino disponíveis é essencial para determinar a forma de trabalho que melhor se alinha à realidade da criança e dos adultos que cuidam dela.
Continue conosco para conhecer as metodologias mais usadas nas escolas brasileiras e descobrir qual delas atende melhor as suas expectativas. Vamos lá?
É um dos métodos de ensino mais comuns em escolas brasileiras. Nela, o professor é o centro do ensino e a fonte transmissora de cultura. O aluno tem metas e prazos, que são verificados por meio de provas aplicadas periodicamente. Caso os objetivos não sejam alcançados, o estudante deve cursar o ano novamente.
O método tradicional valoriza a quantidade de conteúdo, sendo por isso chamado de conteudista. O objetivo é ensinar uma grande quantidade de informação para formar um cidadão crítico, questionador e independente. No entanto, a uniformização do ensino acaba levando à formação de pessoas com o mesmo tipo de pensamento.
Baseada nos conceitos do educador brasileiro Paulo Freire, essa pedagogia assume que a educação é um ato coletivo, construído a partir do diálogo entre aluno e professor, visando uma formação crítica dos estudantes. Aspectos culturais, sociais e humanos são aplicados para ajudar na construção da confiança.
Para Paulo Freire, a alfabetização vai além da simples decodificação das letras, se tornando um instrumento social e político no cotidiano do aluno. No método Freiriano não há provas, mas a escola pode usar outras ferramentas para avaliar os estudantes.
As propostas do pesquisador suíço Jean Piaget são os pilares dessa filosofia de ensino, que estabelece que o conhecimento é construído pelo aluno, e não recebido passivamente de um professor. Dessa forma, o estudante é constantemente estimulado a pensar e resolver problemas de acordo com o seu tempo de aprendizado.
As escolas construtivistas oferecem atividades e temas que sejam do interesse da criança naquele momento, para que o ato de aprender ocorra de forma natural. Assim, o objetivo do professor não é transmitir conhecimento, mas orientar e estimular os alunos em debates e ações individuais e coletivas.
Nessa metodologia, a sala de aula ensina. O sistema criado pela médica italiana Maria Montessori usa muitos materiais pedagógicos ou mesmo do dia a dia para estimular as crianças a buscar o aprendizado. Dessa forma, cabe ao professor guiar os estudantes para que desempenhem suas tarefas, sempre respeitando a independência e o interesse do aluno.
Nas escolas montessorianas, as classes reúnem crianças de idades diferentes, e a troca de saberes entre elas é incentivada. A avaliação dos estudantes é feita por meio de registros individualizados e contempla aspectos sociais, motores, linguísticos e matemáticos.
A metodologia desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner considera cada criança com um ser único e diferente, trabalhando seu desenvolvimento nos campos físico, social e individual. O ensino é adaptado às necessidades de cada aluno, levando em conta também suas habilidades artísticas.
Como crianças de diferentes idades têm necessidades específicas, os estudantes são divididos em faixas etárias e não em séries. Eles seguem na mesma turma dos 7 aos 14 anos, não havendo repetência nesse período. As avaliações podem ser feitas na forma de testes, mas também englobam trabalhos e a observação das crianças em suas atividades cotidianas.
Pronto! Embora não sejam os únicos, esses são os principais métodos de ensino empregados em nosso país. Como o desenvolvimento da criança depende da parceria entre a escola e a família, é preciso se informar bastante e escolher a metodologia que mais combina com as práticas que são adotadas em casa.
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