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Amigos imaginários na infância: 5 dicas para lidar com essa fase

Bianca

Pode ser um pouco estranho pegar seu filho falando com alguém invisível, mas não se preocupe: os amigos imaginários na infância são muito comuns e não significam problemas. Pelo contrário, trazem vantagens para o desenvolvimento infantil.

Ainda assim, os pais podem ficar sem saber até onde devem interferir, como interagir com o amigo invisível ou a partir de que ponto é preciso procurar apoio profissional. Portanto, continue a leitura e veja 5 dicas para lidar com essa fase!

1. Saiba que é normal e saudável

Os amigos imaginários na infância são muito comuns. De acordo com a psicóloga e professora da Universidade de Oregon, Marjorie Taylor, que dedicou sua carreira ao estudo desse fenômeno, cerca de 65% das crianças têm envolvimento com algum amigo imaginário dos 3 aos 7 anos.

Mais do que comum, essa fase é benéfica para os pequenos. Taylor garante que as crianças que têm amigos imaginários:

  • são mais sociáveis e se comunicam melhor;
  • compreendem melhor diferentes perspectivas sociais, o que contribui para o desenvolvimento da empatia;
  • se saem melhor em atividades que exigem criatividade ou trabalho em equipe.

2. Não repreenda a criança

Marjorie Taylor defende que os adultos não devem repreender as crianças. Elas estão conscientes de que o amigo é uma criação, mas, ainda assim, são capazes de amar e ter um profundo sentimento de amizade pelo companheiro imaginário.

Portanto, repreendê-las ou forçá-las a parar de interagir com o amigo pode ser traumatizante. Essa também é a opinião da psicóloga Marta Bitetti. Em entrevista à UOL, ela afirma que repreender a criança nessa fase ou expor abertamente que o amigo não passa de imaginação é um erro:

“Só vai deixar a criança confusa e com tendências ao isolamento ou envergonhada, mexendo muito com sua autoestima”.

Você não precisa interagir ativamente com o amigo imaginário, mas se a criança convidá-lo para jantar ou tomar banho, por exemplo, coopere com a brincadeira. Isso mostra para o pequeno que os pais estão na mesma página e não menosprezam suas necessidades emocionais.

3. Aproveite para observar o comportamento da criança

Aproveite os momentos de interação da criança com seu amigo imaginário para analisar a saúde emocional do pequeno. Muitas vezes, é pela voz dos companheiros invisíveis ou pelas confidências feitas ao amigo que os pais conseguem identificar carências ou conflitos infantis.

Por exemplo, dê atenção se seu filho relatar ao companheiro algum episódio de agressão por parte dos colegas da escola ou, ainda, se o amigo invisível começar a se queixar que sente falta do pai. Por meio dessas conversas, você pode avaliar pensamentos reais que os pequenos podem não conseguir expressar diretamente.

4. Entenda quando é preciso interferir

Embora os amigos imaginários na infância sejam saudáveis, eles não devem substituir a convivência social com outras crianças, essencial para o desenvolvimento do pequeno.

Por isso, esteja sempre observando se a criança começa a se isolar por conta dessa amizade imaginária. Se isso começar a acontecer, é um sinal de alerta para procurar ajuda profissional, pois a criança pode estar usando esse refúgio emocional para suprir dificuldades nas interações reais.

5. Acompanhe o adeus ao amigo imaginário

Por fim, acompanhe o adeus do amigo imaginário de perto. O esperado é que a criança naturalmente deixe essa criação de lado a partir dos 7 anos, quando o vínculo dela com o mundo exterior está mais sólido. A psicóloga infantil Brisa Campos comenta, também na entrevista à UOL, que:

“Por ser uma fase passageira, normalmente, a criança encontra formas de abandoná-la sozinha. Se quiserem, os pais podem dizer que o colega foi viver a vida dele, que está bem, se divertindo e aprendendo na escola.”

Ou seja, é interessante mostrar para a criança que o amigo imaginário está bem, mesmo que não esteja mais ali. Por fim, se seu filho continua a interagir com o parceiro invisível depois dos 8 anos, a orientação profissional é bem-vinda.

Com essas dicas, ficará mais fácil lidar com os amigos imaginários na infância, se o seu pequeno passar por essa fase. Como vimos, é um fenômeno absolutamente normal, saudável e que costuma ser passageiro.

Que tal compartilhar este conteúdo nas suas redes sociais? Certamente, ajudará outros pais a lidar da melhor forma com essa situação!

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